0 Micoses podem ser a porta de entrada para infecção de pele




A erisipela é um tipo de infecção não contagiosa que resulta em bolhas e feridas vermelhas, além de inflamação, inchaço e bastante dor no local. Pernas, braços e rosto são os locais mais comuns de aparecimento das feridas. A infecção é causada pela bactéria Streptcoccus pyogenes, que entra no organismo geralmente por meio das frieiras (micoses entre os dedos dos pés) ou outros ferimentos, como picadas de inseto. A bactéria propaga-se pelo corpo por meio do sistema linfático.

Mulheres com mais de 50 anos, pessoas com diabetes, obesidade, quem tem problemas de circulação e pessoas portadoras de feridas crônicas nas pernas estão mais suscetíveis à doença que, em casos mais graves pode, inclusive, levar à necrose da pele. Outros sintomas da erisipela são comuns a outros tipos de infecção como: febre, calafrio, mal-estar e náuseas.

Os diabéticos são um grupo de risco, pois podem perder parte da sensibilidade dos pés, o que faz com que fiquem mais suscetíveis a ferimentos e infecções. Por isso, ao menos uma vez por semana, devem manter uma rotina de exame nos pés em busca de bolhas, micoses ou feridas,. Se necessário, devem pedir ajuda a uma terceira pessoa. 

A prevenção da erisipela inclui cuidados simples, como realizar uma boa higiene entre os dedos dos pés, para mantê-los limpos e secos, além de movimentar-se frequentemente e usar meias elásticas. Isso porque locais com mais inchaço são mais propícios para o desenvolvimento da doença.

A erisipela, quando tratada precocemente, possui baixo risco de complicações. Caso a doença não seja tratada no início, pode evoluir para abcessos, feridas profundas e trombose. A recorrência de infecções pode, ainda, fazer com que a doença evolua para uma condição crônica e resulte em uma complicação conhecida como linfedema, que se caracteriza pelo aumento do volume e do peso do membro afetado, limitando suas funções.

O tratamento costuma ser rápido – até 30 dias, e é realizado com o uso de antibióticos para eliminar a bactéria. Além disso, indica-se o repouso com pernas elevadas para reduzir o inchaço, além da limpeza e tratamento das lesões e feridas. Em casos de erisipela de repetição, é necessário tratar com foco no fechamento da porta de entrada da bactéria, que são as feridas e lesões de pele. Curativos especiais – como a membrana regeneradora porosa Membracel, que atua como um substituto temporário da pele – contribuem para a cicatrização quando há feridas ou ulcerações. Dessa forma, previne complicações e melhora a qualidade de vida.

*Antonio Rangel é enfermeiro especialista em feridas da Membracel

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